Pequenas Biografias: PIXINGUINHA_12
Hermínio "Antes de conhecer fisicamente Pixinguinha, eu ouvia Pixinguinha nas rádios e, sobretudo, o vi, em carne e osso, uma primeira vez, tocando no carnaval na antiga Galeria Cruzeiro, vizinha ao Café Nice, na Avenida Rio Branco. Década de 40. Depois, pra valer mesmo, foi na década de 50 que o conheci — e aí o grande acontecimento se deu na casa de Jacob do Bandolim, em Jacarepaguá. Pixinga já triscado nos uísques, tocando como gostava seu saxofone perolado, os dedos que eram feito estalactites de tão longos e bonitos e transparentes, as unhas alabastradas e a máscara africana esculpida em estanho ou ônix ou num piche platinado — e aqueles dedos corriam o corpo do instrumento e dele extraíam sons absurdamente maravilhosos". Hermínio Bello de Carvalho conta que se sentiu um homem de muita sorte ao ser convidado por Pixinguinha em pessoa para compor. Era o ano de 1967 e estavam abertas as inscrições para o III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record d...