Pequenas Biografias: NOEL ROSA_12
Friburgo Bom clima, a montanha, o verde. O cheirinho de eucalipto perfumando o ar, as flores, a paz. Friburgo parece mesmo uma terra abençoada e milagrosa. Nem o trem que passa fumegando em plena rua principal, atravessando a cidade de ponta a ponta, consegue quebrar o sossego em que vivem mergulhadas as casas e as pessoas. Muitos doentes do pulmão têm vindo aqui em busca de cura — ou de esperança. (...) Em março Noel e Lindaura instalam-se num pequeno hotel da rua que, ao lado da estação de trem, sobe para o cemitério. (...) Noel quase não sai, prefere ficar sentado na espreguiçadeira do hall, conversando com os outros hóspedes, lendo jornais e revistas do Rio. É ali que os amigos, da terra ou de passagem, vão encontrá-lo. — Como é que está, Noel? — Cada vez melhor — responde com nova mentira. A (...) amigos ou meros curiosos que querem conhecê-lo, não se nega a cantar um ou outro samba. O violão, naturalmente, veio com ele do Rio. Os amigos o ouvem ...