Pequenas Biografias: DORIVAL CAYMMI_1o
EM BUSCA DO MAIS SIMPLES Por Tárik de Souza Ele está aposentado como cantor e compositor desde 1970, depois de trinta anos de profissão. Às 6 horas da manhã, o pequeno despertador de pulso toca pela primeira vez. Quinze minutos depois, Dorival Caymmi está na calçada da praia de Copacabana, escolhendo o roteiro diário de algumas horas de caminhada, prescritas pelo médico, "para manter o peso": segue na direção de Ipanema, ou vai até a ponta do Leme. Ao meio-dia, o relógio soa de novo: deve ir à cidade cumprir seu expediente "não remunerado" de vice-presidente do conselho deliberativo de uma sociedade arrecadadora de direitos autorais, a SBACEM. Três horas mais tarde, volta a soar o despertador: "Preciso pegar o táxi de volta do centro, antes da hora do rush". Novamente em casa, Caymmi cerca-se de livros, violão e telas. Lê um pouco de Drummond, Rilke, "um best seller para distrair", que pode ser o Aeroporto de Arthur Hailey, e empunha o violão. ...