Postagens

ANOS 1960 — 1970_22: O Ano Que Não Terminou

Imagem
O rito de passagem Não acreditava em sonhos e mais nada Apenas a carne me ardia e nela eu me encontrava PAULO | O intelectual de Terra em Transe A crônica da época não lhe dedicou mais do que magras 15 linhas. Nos registros existentes, ele consta apenas como uma das inúmeras festas que marcaram a entrada daquele distante 1968. E, no entanto, para os que viveram o que seria um banal acontecimento, ele permanece como um misterioso marco cujos símbolos e significados ocultos a memória e o tempo vão-se encarregando de descobrir, ou de criar, até obter o material com que se fazem os mitos. Não terá ocorrido com o "Réveillon da casa da Helô" o que ocorreu com outros aparentemente insignificantes mas memoráveis acontecimentos? Afinal, o Último Baile da Ilha Fiscal não mereceu da imprensa, de imediato, o justo destaque que lhe reservaria a História — ou a lenda. Ele foi dos "melhores", assegura uma das colunas sociais da época, sem porém lhe dar a correspondente importância...

ANOS 1960 — 1970_21: Festival de 67

Imagem
1967. Desde as 9 da manhã de 26 de julho, último dia das inscrições, a porta do Teatro Record Consolação estava tomada por uma fila de rapazes, moças, padres, freiras e tocadores de viola que serpenteava na escadaria do prediozinho, se alongando pela calçada em frente. (...) Mais de 4 mil músicas foram recebidas para a disputa de 25 milhões de cruzeiros destinados ao primeiro colocado (10 para o segundo, 7 para o terceiro, 5 e 3 para os últimos) do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Entre os compositores das 30 concorrentes anunciadas no dia 6 de setembro, estavam a dupla Dori Caymmi e Nelsinho Motta, Luís Carlos Paraná, Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho, Johnny Alf, Vandré, Chico, Edu, Gil e Sérgio Ricardo, além de vários recém-chegados. À imprensa, que abria um espaço incomparavelmente superior ao de qualquer festival anterior, coube divulgar no Dia da Independência as últimas seis concorrentes, entre elas: O Combatente (Walter Santos e Tereza Souza), A M...

ANOS 1960 — 1970_2o: Frente Ampla

Imagem
Nara Leão seduziu Roberto Carlos. Ela o atraiu para a área da música popular brasileira, sem prejuízo de suas interpretações da canção iê-iê-iê, que lhe deu fama e fortuna, e da qual é o rei incontestável do Brasil. Agora, Chico Buarque de Holanda e Geraldo Vandré completam o 'serviço', aliciando o jovem ídolo. O diálogo dos três jovens compositores e cantores foi gravado para os leitores de MANCHETE. 10 de dezembro de 1966 Chico Buarque — Roberto, você pediu à Nara que escolhesse um repertório de música brasileira pra você? Roberto Carlos — Bem, eu preciso pensar muito antes de fazer repertório nacional. Geraldo Vandré — Porque pensar muito? Antes de mais nada, quero te dizer que considero você um excelente cantor de música popular brasileira. Roberto — Sabe o que é? Acho que preciso ter muito cuidado, por já estar num gênero e de repente começar em outro. Não sei se teria de começar tudo de novo, ou pegar a coisa pela metade. Seria assim... Chico — Um jogo? Roberto — É....