Pequenas Biografias: LUIZ GONZAGA_o6
"Eu pensei que ia fazer uma surpresa lá na Nacional: Pedro Raymundo tocava vestido de gaúcho, e eu ia me confrontar com ele vestido de nordestino. Quando cheguei no domingo, na hora de entrar no auditório, botei o chapéu, peguei a sanfona... Floriano Faissal, o diretor artístico me olhou, perguntou: 'Para onde você vai?', nem esperou resposta, abanou a cabeça e falou: 'Ahn, ahn! Aqui, não. Cangaceiro na Nacional, não! Pode guardar o seu chapéu', e me proibiu de cantar de chapéu de couro. Tive que aceitar, disciplinado que era, fui soldado muitos anos"... Na Nacional, fez como a Nacional exigia, voltou à sua elegância clássica: terno de linho, gravata borboleta, sapato de verniz. Mas fora da Nacional, começou a se apresentar, sistematicamente, com o chapéu. Não deu uma entre vista, não fez uma reportagem, não pisou no palco de um dancing, clube, de um cinema sem o chapéu de couro enfiado na cabeça. E, de tanto se apresentar em público assim, Gonzaga acabou at...